IMC e peso normais na menopausa. Mas e como vai a saúde muscular?

IMC e peso normais na menopausa. Mas e como vai a saúde muscular?

Você pode estar com o peso considerado normal e, ainda assim, apresentar mudanças importantes na composição corporal.


Durante o climatério e a menopausa, isso merece atenção, pois a saúde da mulher vai muito além dos números mostrados na balança.


Esse foi um dos assuntos abordados no contexto do 20º Congresso Mundial de Menopausa, realizado no Rio de Janeiro, que reuniu especialistas para discutir os avanços científicos no cuidado com a saúde feminina.

O que o IMC não consegue mostrar?

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma medida que relaciona peso e altura, amplamente utilizada para avaliar o estado nutricional. Embora seja uma ferramenta útil, apresenta limitações importantes.

O IMC não diferencia massa muscular de gordura corporal, tampouco identifica onde a gordura está localizada.

Isso significa que duas mulheres com o mesmo peso e altura podem apresentar composições corporais bastante diferentes, com consequências distintas para a saúde.

Na menopausa, olhar apenas para o peso pode deixar passar alterações importantes que acontecem no organismo.

Menopausa, perda muscular e mudanças na composição corporal

Com o avanço da idade e as alterações hormonais da menopausa, o corpo feminino pode passar por mudanças na distribuição de gordura e na quantidade de massa muscular.

A redução dos níveis de estrogênio está associada a uma maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal. Ao mesmo tempo, fatores como envelhecimento, sedentarismo e alimentação inadequada podem contribuir para a perda progressiva de massa e força muscular.

Essas mudanças podem ocorrer mesmo quando o peso permanece relativamente estável.

A redução da força muscular pode comprometer o desempenho físico, dificultar atividades cotidianas e aumentar o risco de quedas e perda de autonomia com o passar dos anos.

Além disso, dores musculares e articulares são queixas frequentes no climatério, embora suas causas sejam variadas e precisem ser avaliadas individualmente.

Gordura visceral: um risco que nem sempre aparece na balança

Outro ponto importante é o aumento da gordura visceral, aquela que se acumula na região abdominal, ao redor dos órgãos internos.

Diferentemente da gordura localizada logo abaixo da pele, o excesso de gordura visceral está associado a alterações metabólicas e a um maior risco de desenvolver condições como:

  • Resistência à insulina;

  • Pré-diabetes e diabetes tipo 2;

  • Hipertensão arterial;

  • Doenças cardiovasculares;

  • Alterações no metabolismo das gorduras.

Uma mulher pode apresentar IMC dentro da faixa considerada normal e, ainda assim, ter excesso de gordura visceral ou alterações metabólicas.

Por isso, avaliar a composição corporal e a saúde metabólica é tão importante quanto acompanhar o peso.

Preservar músculos é investir em longevidade

O tecido muscular desempenha funções fundamentais que vão muito além da movimentação do corpo.

Ele participa do metabolismo da glicose, contribui para a saúde óssea e ajuda a preservar o equilíbrio, a mobilidade e a independência funcional.

Manter uma boa quantidade de massa muscular, especialmente acompanhada de força adequada, é um dos pilares do envelhecimento saudável.

Entre as principais estratégias estão a prática regular de exercícios físicos, especialmente treinamento de força, alimentação equilibrada com ingestão adequada de proteínas, sono de qualidade e acompanhamento individualizado.

Como deve ser a avaliação durante a menopausa?

O acompanhamento da mulher nessa fase deve considerar muito mais do que o IMC.

Dependendo das necessidades de cada paciente, a avaliação pode incluir medidas de circunferência abdominal, análise da composição corporal, investigação de fatores de risco metabólico e avaliação da força e da capacidade funcional.

Também é importante observar sintomas, hábitos de vida, histórico clínico e saúde hormonal.

Quando indicada, a terapia hormonal pode integrar o tratamento dos sintomas e de determinadas consequências da menopausa, mas não substitui o exercício físico, a alimentação adequada e os demais cuidados necessários à preservação da saúde muscular e metabólica.

Cuidar da menopausa é olhar para a saúde como um todo

Na Clínica Marina Zendron, acreditamos que o cuidado com a menopausa deve ser individualizado e considerar as diferentes mudanças que ocorrem no organismo feminino.

Mais do que controlar sintomas ou acompanhar o peso, o objetivo é promover saúde, qualidade de vida e autonomia ao longo dos anos.

Afinal, envelhecer bem não significa apenas viver mais, mas preservar a força, a funcionalidade e a liberdade para continuar vivendo plenamente.

Se você está passando pelo climatério ou pela menopausa, uma avaliação especializada pode ajudar a compreender as mudanças do seu corpo e definir os cuidados mais adequados para essa fase.

Clínica Marina Zendron — Brusque/SC

IMS Rio Insights — Uma série de conteúdos inspirados nos conhecimentos e discussões científicas do 20º Congresso Mundial de Menopausa.

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