Planejar uma gravidez após os 30 anos envolve compreender a saúde reprodutiva e identificar possíveis fatores que podem interferir na fertilidade. Mas será que você sabe quais exames realmente são importantes nessa fase?
A investigação da fertilidade não significa solicitar o maior número possível de exames. O objetivo é identificar quais avaliações fazem sentido para cada mulher, considerando sua idade, histórico clínico e planejamento reprodutivo.
Conheça cinco aspectos que podem fazer parte dessa investigação.
A reserva ovariana representa uma estimativa da quantidade de óvulos disponíveis nos ovários.
Entre os principais exames utilizados para essa avaliação estão:
Hormônio antimülleriano (AMH): exame de sangue que auxilia na estimativa da reserva ovariana.
Contagem de folículos antrais: realizada por ultrassonografia transvaginal.
FSH e estradiol: podem complementar a avaliação em situações específicas.
É importante destacar que esses exames não medem a qualidade dos óvulos e não conseguem prever, isoladamente, a possibilidade de uma gravidez natural.
A idade continua sendo um dos fatores mais importantes para a fertilidade feminina.
A ovulação é fundamental para que a gravidez aconteça naturalmente.
Mulheres com ciclos menstruais regulares geralmente apresentam ovulação, mas determinadas situações podem exigir uma investigação complementar.
Dependendo do histórico clínico, o médico pode solicitar exames hormonais ou acompanhamento ultrassonográfico para avaliar a ovulação.
Identificar o período fértil também pode ajudar o casal a planejar melhor as tentativas de gravidez.
Os hormônios tireoidianos participam de diferentes processos do organismo, incluindo a regulação do ciclo menstrual.
Alterações importantes na função da tireoide podem interferir na ovulação e, quando não tratadas adequadamente, aumentar o risco de complicações durante a gestação.
Quando existe indicação clínica, a avaliação pode incluir exames como TSH, T4 livre e, em situações específicas, anticorpos tireoidianos.
Esses exames não precisam ser solicitados indiscriminadamente: a investigação deve considerar sintomas e fatores de risco.
O útero e as tubas uterinas desempenham papéis essenciais na reprodução.
Alterações anatômicas, obstruções tubárias, miomas e outras condições podem dificultar a fecundação ou a implantação do embrião.
Dependendo da necessidade, a investigação pode envolver:
Ultrassonografia transvaginal: para avaliar o útero e os ovários.
Histerossalpingografia: para investigar a permeabilidade das trompas.
Histeroscopia: indicada em situações específicas para avaliar a cavidade uterina.
A escolha dos exames depende dos sintomas, do histórico e dos achados da avaliação inicial.
A dificuldade para engravidar nem sempre está relacionada à mulher.
O fator masculino participa, isoladamente ou em conjunto com fatores femininos, de uma parcela importante dos casos de infertilidade.
Por isso, quando existe dificuldade para engravidar, a avaliação do parceiro também deve fazer parte da investigação.
O espermograma costuma ser o exame inicial. Outros testes, como a fragmentação do DNA espermático, podem ser indicados em circunstâncias específicas.
Investigar apenas a mulher pode atrasar a identificação das causas da infertilidade.
De maneira geral, recomenda-se iniciar a investigação quando não ocorre gravidez após:
12 meses de tentativas: para mulheres com menos de 35 anos.
6 meses de tentativas: para mulheres com 35 anos ou mais.
Acima dos 40 anos, ou na presença de fatores de risco conhecidos, a avaliação pode ser indicada mais precocemente.
Mulheres que desejam planejar a maternidade também podem procurar orientação antes de começar as tentativas, especialmente quando pretendem adiar a gravidez.
Engravidar depois dos 30 anos é uma realidade para muitas mulheres. O mais importante é compreender que a fertilidade muda com o passar do tempo e que cada organismo possui suas particularidades.
Uma avaliação individualizada permite identificar possíveis dificuldades, orientar hábitos de vida e definir as estratégias mais adequadas para cada situação.
Na Clínica Marina Zendron, em Brusque, acreditamos que o cuidado com a saúde feminina deve considerar cada fase da vida, incluindo o planejamento da maternidade.
Mais do que realizar exames, o objetivo é tomar decisões conscientes, baseadas em conhecimento científico e acompanhamento profissional.
Conteúdo inspirado nas orientações da nutricionista Jéssica Ferreira Knihs, integrante da equipe multidisciplinar da Clínica Marina Zendron.
Instagram: @nutrijessicaferreiraknihs